PT EN
Sobre

Rosas & Brazão

Fundação:

31-12-1880

Produções
Título Data de estreia
O íntimo 13-09-1891
Amigo Fritz 06-1892
O tio milhões 05-01-1893
Os velhos 11-03-1893
A irmã 02-03-1894
O pântano 10-11-1894
Médico à força 1894
O bibliotecário 03-1895
A corte de Henrique III 1895
A fera amansada 18-01-1896
Dor suprema 1896
Os gatos 03-04-1897
O regente 01-05-1897
Mademoiselle de La Seiglière 05-1897
A triste viuvinha 11-12-1897
Ditoso fado 1898
Manelich 1898
O que morreu de amor 1899
Meia-noite 05-01-1900
A estrangeira 12-01-1900
A lagartixa 02-1900
Viriato trágico 03-1900
Os degenerados 04-1900
Zázá 18-11-1900
Kean 23-12-1900
A estrada nova 02-01-1901
A Marechala 07-02-1901
O desquite 07-02-1901
Coraly & Companhia 11-02-1901
Petrónio 08-03-1901
A madrugada 21-03-1901
Hamlet 24-03-1901
Castelo histórico 29-03-1901
D. César de Bazan 08-05-1901
Viagem à Turquia 22-05-1901
Aldeia na Corte 05-06-1901
Os maridos de Leontina 29-10-1901
A corrida do facho 17-12-1901
O outro eu 02-1902
Blanchette 15-03-1902
A casa Bonardon 12-04-1902
As proezas de Richelieu 11-1902
A cruz de esmola 08-01-1903
Fogueiras de S. João 26-01-1903
Sol de Maio 13-02-1903
Mensageiro da paz 28-02-1903
Paço de Veiros 28-02-1903
O bandolim 09-03-1903
O segredo do Polichinelo 18-03-1903
Commissario bom rapaz 12-10-1903
Notícia da última hora 21-10-1903
Fédora 23-10-1903
Uma anedota 24-10-1903
Demi-monde 26-10-1903
Monsieur Alphonse 28-10-1903
Magda 06-11-1903
A encruzilhada + Tragédia antiga + Auto pastoril 19-11-1903
Madame Flirt 25-11-1903
O herói do dia 16-12-1903
Francillon 25-01-1904
O sub-prefeito de Chateau Buzard 06-02-1904
El genero gordo 13-02-1904
A castelã 29-02-1904
O adversário 26-03-1904
O coração tem caprichos 26-03-1904
Madame Sans-Gêne 22-04-1904
Os três anabaptistas 02-1905
A nossa mocidade 03-1905
Pessoas que colaboraram com esta companhia
Observações

O grupo Rosas & Brazão, que recebe o nome dos empresários e atores João e Augusto Rosa e Eduardo Brazão, foi responsável pela exploração do Teatro Nacional durante quase vinte anos, marcando o modo de fazer teatro no Portugal de finais do século XIX. Há uma modernização das práticas teatrais associada a esta companhia que deriva do cuidado empregue na preparação dos espetáculos. A cenografia ganha especial relevo na conceção dos mesmos (a colaboração com Luigi Manini é marcante nesse sentido) e a escolha de repertório é significativa – além de impulsionadores da dramaturgia nacional, levando à cena textos portugueses de autores estreantes, são também responsáveis pelas primeiras representações de Shakespeare em Portugal, em língua portuguesa. A dissolução do grupo acontece pouco tempo após o impedimento de continuar a explorar o Teatro Nacional, tendo a sua última época teatral sido apresentada já no Teatro D. Amélia, em 1898; entre 1880 e 1893, este agrupamento constitui-se como uma empresa denominada "Sociedade de Artistas Dramáticos"; o nome de "Rosas e Brazão" foi adotado a 28 de maio de 1893, ano em que os irmãos Rosa e Eduardo Brazão tornam-se os únicos sócios e o elenco passa a ser contratado; a companhia muda-se para o Theatro D.Amélia, a 13 de outubro 1898, levando consigo o cenário, guarda-roupa, mobiliário e reportório, apresentando 172 espectáculos na 1º temporada.

Fontes

Vitor Pavão dos Santos, Companhia Rosas e Brasão - Uma exposição de teatro no Museu Nacional do Trajo. Lisboa: Secretaria de Estado da Cultura: 1979; João Almeida Flôr, «Shakespeare, Rosas e Brazão», in: Miscelânea de estudos dedicados a Fernando de Mello Moser, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 1985